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Yalla! Shimmy lá Fui dar um curso de dança na Holanda e já tô de volta. Boa mineira, fiquei quietinha até estar com o pé praticamente lá. O que dizer? Foi ótimo, claro! Uma semana incrível de ensino concentrado (na outra semana, fui passear e firmar alguns contatos para minha pesquisa, mas aí já é outra história). Até emagreci. Não sei bem se foi por causa do curso ou pela não-comida dos holandeses, mas perdi toicinho na empreitada. Tanto melhor.
Na semana seguinte, teve o show. Eu e a Lid dançamos juntas a entrada e a saída. No meio, um solo de cada uma. Conosco se apresentou Tulay, uma moça turca e seu tocador de tabla afegão que dançavam Kathak, uma dança indiana. Uma mistura só. Escrito por Roberta às 10:41 [ ] [ link ] O drama da roupa Minhas alunas e eu fomos convidadas para uma apresentação no final do ano. Achei excelente, há tempos queria que essa turma sem-palco (do Ministério do Planejamento) tivesse uma oportunidade de fazer uma farrinha. Depois de muito embate, escolhemos a coreografia, começamos a ensaiar e tudo vai às mil maravilhas. Até a hora de combinar o traje. É impressionante a quantidade de opiniões divergentes que é possível surgir em uma sala com onze mulheres. Primeiro aprovaram o modelo (um duas-peças com bordado de crochê com vitrilhos). Daí foi a hora de decidir o corte da saia e o tecido. Noooussa! Uma queria veludo, outra cetim, outra um intermediário... Uma queria saia sereia, outra queria evasé, outra queria rodada... Gente que queria veludo agora achava que o bordado com vitrilho iria ficar feio, que queria franja; uma queria franja curta, outra longa... O veludo não tem muita opção de cor e todas queriam uma cor exclusiva. Um nó. Comecei a suar. Passei o telefone da costureira - que foi lá tirar medidas - e deixei na mão delas. O importante é a roupa ficar bonita, né? Expliquei a elas que o tecido pode ser da mesma cor para mais de uma menina, que o bordado compensaria (tipo preto com dourado, preto com prata, preto com azul...)e que todo mundo ficaria feliz. Que a saia teria uma fenda só, na frente da coxa direita. E que teria que ter um mínimo de unidade. O resto é com elas. Não consigo ser muito autoritária sempre. E às vezes até prefiro que decidam por mim, senão me perco em minhas idéias e acabo realizando pouca coisa. Como a apresentação do Ayuny (sim, estou com uma segunda turma por lá), em dezembro. A roupa tá decidida. Ainda pensei em sugerir um vestido e talz, mas não colou. Porque a mulherada gosta mesmo é de top e cinturão (ou, como está em voga agora, top e saia). Esse negócio de esconder a pança é pras pudicas como eu. Lá vou eu, de umbigo de fora. Minha barriga tá muito branca. E poderia estar bem mais bonitinha. Mas é a voz do povo. P.S.: vou viajar por algum tempo. Visitar minha amiga Lid na Holanda e dar um curso de dança por aquelas bandas. Na volta, conto como foi. Escrito por Roberta às 09:16 [ ] [ link ] |
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