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Yalla!



Shimmy lá

Fui dar um curso de dança na Holanda e já tô de volta. Boa mineira, fiquei quietinha até estar com o pé praticamente lá. O que dizer? Foi ótimo, claro! Uma semana incrível de ensino concentrado (na outra semana, fui passear e firmar alguns contatos para minha pesquisa, mas aí já é outra história). Até emagreci. Não sei bem se foi por causa do curso ou pela não-comida dos holandeses, mas perdi toicinho na empreitada. Tanto melhor.

turma iniciante
Era um crashcourse duplo: cinco dias de aulas de uma hora e meia cada para duas turmas: iniciante e intermediário/avançado. Ensinei uma coreografia pop e uma clássica. Fiquei muito impressionada com o resultado: conseguimos chegar até o fim de ambas as coreografias e a maioria de fato absorveu os movimentos ensinados. Surpreendente como elas aprendem fácil. São sérias e muito concentradas. Meu estilo é mais descontraído e no início fiquei bem preocupada com a sisudez da aula. Não dava para fazer piadinhas em inglês. Meu inglês, por sinal, saiu-se bem tosco. O que favoreceu a descontração, porque às vezes saíam termos absurdos. É nessa hora que me arrependo de não ter assistido mais vídeos didáticos das americanas. Mas enfim. Não tem nada disso de européia dura; as moças rebolam bem e têm uma fantástica capacidade de isolamento. Elas parecem ter gostado muito de mim. Uma delas disse que adorou porque a outra (única) professora de dança da cidade fazia a dança parecer erótica demais e no curso ela teve a oportunidade de conhecer uma dança do ventre leve, bonita e de respeito. Fiquei feliz!

Na semana seguinte, teve o show. Eu e a Lid dançamos juntas a entrada e a saída. No meio, um solo de cada uma. Conosco se apresentou Tulay, uma moça turca e seu tocador de tabla afegão que dançavam Kathak, uma dança indiana. Uma mistura só.
Tem mais foto lá no Puxadinho.
Eu agradeço muito à Lid, minha amiga que apontou a oportunidade, ao Ralf, marido dela, que me aguentou durante duas semanas desconcentrando o cotidiano e consumindo a cerveja dele, e à Linda, que organizou o curso e o show e preparou um camarim bacana com água, chocolate e barrinhas energéticas. Um luxo. Porque aqui não tem dessas coisas, né? 



Escrito por Roberta às 10:41
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O drama da roupa

Minhas alunas e eu fomos convidadas para uma apresentação no final do ano. Achei excelente, há tempos queria que essa turma sem-palco (do Ministério do Planejamento) tivesse uma oportunidade de fazer uma farrinha. Depois de muito embate, escolhemos a coreografia, começamos a ensaiar e tudo vai às mil maravilhas. Até a hora de combinar o traje. É impressionante a quantidade de opiniões divergentes que é possível surgir em uma sala com onze mulheres. Primeiro aprovaram o modelo (um duas-peças com bordado de crochê com vitrilhos). Daí foi a hora de decidir o corte da saia e o tecido. Noooussa! Uma queria veludo, outra cetim, outra um intermediário... Uma queria saia sereia, outra queria evasé, outra queria rodada... Gente que queria veludo agora achava que o bordado com vitrilho iria ficar feio, que queria franja; uma queria franja curta, outra longa... O veludo não tem muita opção de cor e todas queriam uma cor exclusiva. Um nó. Comecei a suar. Passei o telefone da costureira - que foi lá tirar medidas - e deixei na mão delas. O importante é a roupa ficar bonita, né? Expliquei a elas que o tecido pode ser da mesma cor para mais de uma menina, que o bordado compensaria (tipo preto com dourado, preto com prata, preto com azul...)e que todo mundo ficaria feliz. Que a saia teria uma fenda só, na frente da coxa direita. E que teria que ter um mínimo de unidade. O resto é com elas. Não consigo ser muito autoritária sempre. E às vezes até prefiro que decidam por mim, senão me perco em minhas idéias e acabo realizando pouca coisa. Como a apresentação do Ayuny (sim, estou com uma segunda turma por lá), em dezembro. A roupa tá decidida. Ainda pensei em sugerir um vestido e talz, mas não colou. Porque a mulherada gosta mesmo é de top e cinturão (ou, como está em voga agora, top e saia). Esse negócio de esconder a pança é pras pudicas como eu. Lá vou eu, de umbigo de fora. Minha barriga tá muito branca. E poderia estar bem mais bonitinha. Mas é a voz do povo.

P.S.: vou viajar por algum tempo. Visitar minha amiga Lid na Holanda e dar um curso de dança por aquelas bandas. Na volta, conto como foi.

Escrito por Roberta às 09:16
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