BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 26 a 35 anos, rrsalgueiro@gmail.com

 

    Shira - leia tudo e depois volte aqui
  CDLib
  Albawaba - fofoca
  Allan Sieber
  Flamenquito é a Mãe!
  Adote um gatinho!!!
  Pró Anima
  Gilded Serpent
  Parafernálias Bizarrescas
  Babbling...
  O Puxadinho
  Clau no Multiply
  Aline
  Camilla
  Tanz und so weiter
  Salladin-ha
  (An)Danças de Lory
  Patifaria Protocolada
  Contos de uma mente inquieta
  A Feminista
  Cynthia Semiramis
  Just a Bellydancer
  Paula Cunha
  Ah! Libanezza!
  Dadivosa
  Pé de Lobeira
  Do Corpo sem Ventre
  Raquel
  Sucrilhos e Bigornas
  Dança do Vento - ofertas
  SOS Gatinhos de Rua
  Samya-Ju
  Instituto de Cultura Árabe
  The hip circle
  Arab Music Downloads
  Mais links


 

 
 

   


 
 
Yalla!



A História como aliada



Realizou-se no Cairo, nos dias 18 e 19 de março, uma conferência internacional para recuperar a música dos tempos dos faraós. O objetivo é descobrir, através da música e dos instrumentos com os quais eram executadas, os costumes, as tradições e o comportamento das sociedades da época. Vários países mandaram especialistas. Eles também vão discutir o papel da dança da vida diária de então, sua importância nos antigos ritos religiosos e sua influência na música contemporânea egípcia (...). Fonte: "Música em Brasília. Informativo da Livraria MusiMed" Ano III - Abril/07.

Bom, bem bom. Sou bastante ignorante em Arqueologia e sei pouquíssimo sobre História, mas é conhecida a dificuldade de reconstituir formas fluidas como dança e música sem que essas sociedades antigas as tenham deixado muito bem registradas. Resta a esperança, no entanto, de conhecer um pouco mais da cultura do Egito faraônico, algo que vá além das arquiteturas e dos sistemas políticos. Quem sabe - fé nunca é demais - esse acordo de especialistas traga nova luz sobre as especulações sobre a origem da dança do ventre? Será mesmo faraônica? Ou será, como assim o acredito, que houvesse muitas, várias danças, com pouco ou nada a ver com a dança moderna?

Escrito por Roberta às 09:51
[   ] [ ]




Muito chique



Olha que work bacana!

P.S.: Onde está escrito "esteriótipo" leia "estereótipo". Não foi culpa minha. Juro.


Escrito por Roberta às 10:53
[   ] [ ]




A dança domesticada



O que é a dança (do ventre) para você? Quem melhor representa essa dança? Cite uma bailarina que te faz afirmar com segurança: "isso é a dança do ventre!". - Lucy! Dina! Suher Zaki! - Dirão algumas - Lulu! Jillina! Minha professora! - Podem citar as mais jovens. Posso afirmar, porém, que raras dirão "aquela-mulher-de-rosa-no-vídeo-do-You-Tube". Ou uma de preto cujo top constrangedor insiste em subir.

Defendo, no entanto, que aquelas bailarinas são a fonte da dança do ventre e que guardam, como uma relíquia preciosa, o que ainda há de verdadeiro, espontâneo e extático (sim, com x, de êxtase) nessa expressão corporal tão difundida que é a dança do ventre. Está ali, como um cristal, tudo o que o ocidente trabalhou arduamente para "limpar", diluir: a livre expressão do corpo, a graça e o jogo. A dançarina entretém, ilustra, brinca e - por que não? - excita noivos e convidados dos casamentos populares. Por que nos causa tamanho estranhamento?

Toda a história da dança do ventre - que é recente - é um enorme esforço de domesticação, controle, contenção de manifestações e valores considerados indecentes ou, na melhor das hipóteses, inadequados para o ocidente. Domesticação do espaço de dança - das ruas para o palco; das roupas - quanto mais fechada e diferenciada dos trajes cotidianos, menos rejeitada; do formato de apresentação - músicas mais curtas, adaptadas à sensibilidade musical moderna; do corpo da bailarina - telinha na barriga, pouco contato com o público, nenhum sinal de êxtase é aceito. Domesticamos nosso imaginário. Acostumamo-nos a distanciar a dança do povo, do contexto popular, da rua, e a colocamos em um templo. Acostumamos a achar os instrumentos tradicionais entediantes; nos convencemos de que a dança fica mais equilibrada, suave, bonita e elegante se enfiarmos um monte de passinhos inspirados do ballet europeu entre tremidos e convulsões pélvicas mil. Temos muito medo do corpo da bailarina: queremos que ela esteja coberta, muito coberta. Achamos que dança boa é aquela dança bem corrida, cheia de inovações, sem poder repetir nenhum passinho.


Acho que nos acostumamos a achar muito mais importante a roupa da bailarina do que sua fluência na dança. Se pararmos para pensar no tamanho do Cairo e contar no dedo quantas bailarinas egípcias são conhecidas e reconhecidas pelo ocidente, compreenderemos que as reais representantes da dança do ventre são essas ilustres desconhecidas de roupas baratas, responsáveis por animar a população. Nossas bailarinas-ídolos estão confinadas em hotéis de luxo e fazem festa para a elite. No entanto, é dali, do meio do povo, nos casamentos de rua, que se forma e se dinamiza a tradição. As madrinhas de bateria das grandes escolas de samba podem sambar bem, mas provavelmente aprendem essa dança longe do glamour, com roupas bem mais humildes, nas festas de suas comunidades, com conhecidas que não atendem aos padrões estéticos ou mesmo morais da elite. Acredito que seja assim. O lugar da dança não é apenas nos hoteis, nos barcos, pra inglês ver. A dança resiste à sua domesticação ali, na fonte, de onde bebem Fifi, Dina, Randa...

Escrito por Roberta às 17:45
[   ] [ ]




Opa opa epa opa!

(vou falar baixinho que é para Saturno não ouvir e resolver retornar de novo...)



Voltei! Acharam meu carro! Tá bem inteirinho! Instalaram o telefone e a internet! Meu sofá chegou! Estou inteira! Êêêê...

Tô cheia de assunto para tratar aqui. Tô chegando.



Escrito por Roberta às 19:46
[   ] [ ]





[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]